Adquirente e subadquirente: quais as diferenças?

No universo do mercado de pagamentos, você certamente já ouviu falar em adquirente e subadquirente. Mas você entende a diferença entre esses tipos de empresas? É o que você vai descobrir neste post!

Pilares de atuação AdiqJulho 29, 2020

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Adquirente e subadquirente são termos muito conhecidos de empresas que buscam ampliar a oferta de meios de pagamentos para seus clientes. Apesar da similaridade nos nomes, o funcionamento desses agentes no fluxo de pagamento é bem diferenciado.

Pensando nisso, produzimos este artigo para ajudá-lo a entender a diferença entre esses dois operadores. E também a descobrir qual modelo é o mais adequado às necessidades do seu negócio.

O que é um adquirente?

Também conhecidos como credenciadores, essas empresas são responsáveis pelo processamento de compras feitas por cartões de crédito e débito, tanto em lojas virtuais, quanto em lojas físicas. Isso significa que elas fazem a ligação entre o estabelecimento, a bandeira do cartão e o banco emissor.

Além disso, elas fornecem ao empreendedor toda a estrutura necessária, como as maquininhas de cartão e as ferramentas de gerenciamento da liquidação financeira, feita normalmente no esquema D+30, ou seja, 30 dias após a data da operação.

Na prática, quando o consumidor passa o cartão em sua loja, a maquininha pertencente a adquirente transmite os dados da operação, que vai se comunicar com a bandeira. A bandeira, por sua vez, busca o emissor do cartão para a liberação do pagamento.

Se sua empresa contratar diretamente uma adquirente, será necessário fazer uma documentação específica e seguir as normas de segurança definidas por ela.

Resumidamente, podemos elencar as principais funções do adquirente:

  • processar a transação;
  • comunicar-se com a bandeira do cartão no ato da compra;
  • caso a compra seja aprovada pelo emissor, pagar o estabelecimento dentro do prazo acordado em contrato;
  • fornecer, seja por venda, seja por aluguel, as máquinas POS/TEF e softwares para processar as transações no local da venda;
  • transmitir quaisquer arquivos eletrônicos de vendas e recebimentos para empresas e clientes.

Também, em sua maioria, as adquirentes fornecem serviços para a antecipação de recebíveis. Ou seja, em vez de o comerciante esperar os 30 dias, ele antecipa o recebimento como se fosse uma compra à vista. Se optar por essa funcionalidade, o comerciante terá um pequeno percentual descontado no ato da operação para conseguir adiantar os valores provenientes de suas vendas. Esta será uma das formas de remuneração do adquirente.

O que é um subadquirente?

Em vez de se conectar diretamente com o adquirente, é possível contratar um intermediador de pagamentos, conhecido como subadquirente ou facilitador. Como intermediador, será a responsável pela aprovação dos pagamentos e por todas as soluções de segurança necessárias para as transações.

Já que apresentam uma integração mais simples e garantem uma implementação mais barata, são muito utilizadas por negócios de menor porte que precisam oferecer soluções específicas para seus clientes. Dessa forma, os subadquirentes tem ganhado cada vez mais espaço com suas soluções específicas.

Como o comerciante não precisa se relacionar diretamente com nenhum banco ou adquirente, a burocracia é infinitamente menor, além do baixo custo na implementação, a integração com o negócio é também bastante simples, normalmente por meio de APIs, sem falar nas ferramentas de gestão de recebíveis.

Outra vantagem interessante é que os subadquirentes mantêm parceria com outras adquirentes do mercado, garantindo que seu negócio tenha uma ampla variedade de soluções de pagamentos e aceite diversas bandeiras. Essa diversidade pode ser bastante atraente para seus clientes.

Mas, um aspecto realmente relevante são as soluções antifraudes fornecida pelo subadquirente. Se por um lado com o adquirente é preciso buscar alternativas separadamente, com o subadquirente a solução de segurança já vem embarcada. Isso reduz fortemente os riscos para o lojista.

E agora? Qual escolher?

Como você pôde perceber, os dois modelos apresentam grandes benefícios, e de qualquer forma, sua solução de pagamentos vai funcionar. As diferenças estão basicamente nos seguintes aspectos:

  • taxas praticadas pela empresa, podendo reduzir ou aumentar sua margem de lucros;
  • facilidade de implementação e integração da solução;
  • diversidade de meios de pagamento;
  • burocracia na contratação;
  • soluções complementares necessárias.

No geral, pequenos e médios negócios se beneficiam com a praticidade e a simplicidade do subadquirente. No entanto, empresas maiores podem apostar no contato direto com adquirentes, reduzindo custos de intermediadores de pagamentos.

De qualquer maneira, tanto o adquirente quanto o subadquirente serão o seu destino caso deseje atrair mais clientes e promover o crescimento do seu negócio. No entanto, a escolha entre os dois vai depender das suas reais necessidades, e todos os aspectos precisam ser bem ponderados.

Quer descobrir qual a solução mais adequada para o seu negócio e não cometer erros na decisão? Então, entre em contato com a gente e tire todas as suas dúvidas!

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