Conheça a história dos meios de pagamento

Usar diferentes meios de pagamento, como cartões e boletos, é tão usual em nosso dia a dia que muitos não percebem que esses instrumentos têm uma história milenar. Leia o artigo e saiba mais sobre a evolução do mercado de pagamentos!

Meios de pagamentosAgosto 13, 2020

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Ao longo dos séculos, o mercado de pagamentos passou por muitas evoluções, e hoje a tecnologia exerce um papel central em todas as operações financeiras.

Neste artigo, você vai entender melhor como ocorreu a evolução dos meios de pagamento, antes no mundo físico e, hoje, no ambiente virtual. Descubra também os impactos que a transformação digital causou ao setor!

O mercado de pagamentos — entendendo o conceito

Antes de entender melhor a história, é importante ter claro na mente o conceito. O mercado de meios de pagamento é formado por todos os instrumentos, os processos, as regras e os agentes que vendem, compram e trocam mercadorias, além de instituições que regulam o setor.

Assim, fica claro que o mercado de pagamentos é inerente à atividade comercial. Dessa maneira, sua origem está também atrelada ao início da atividade humana de vender, comprar e trocar bens, e pagar por serviços prestados. E como isso tudo começou?

A história dos meios de pagamentos

A história do mercado de pagamentos é tão antiga quanto a humanidade. A princípio, era comum o uso do escambo, ou seja, a simples troca de mercadorias que julgavam ter um valor equivalente, sem algum tipo de moeda ou algo que a pudesse representar. Então, não havia um pagamento em si. Mas foi há cerca de 10 mil anos a.C. que os homens passaram a utilizar animais como meio de troca.

A moeda

Ao passo que as sociedades evoluíam, a troca com animais passou a não ser eficiente para negociações cada vez mais complexas. Então, surgiu o conceito de moeda, baseado no custo do material em que o artefato havia sido produzido. A partir dessa ideia, moedas de prata, ouro, entre outros materiais, passaram a circular, revolucionando o comércio.

Uma das primeiras moedas de que se tem registro foi o shekel, criado na Mesopotâmia (cerca de 3 mil a.C.). O shekel era originalmente uma unidade de peso. Com cerca de 11,4 gramas, ele era utilizado para pesar a cevada (equivalente a 180 grãos) e metais, como cobre e prata.

Atribui-se aos comerciantes lídios da península da Anatólia, às margens do mar Mediterrâneo, a cunhagem das primeiras moedas. Elas eram marcadas com golpes para indicar o valor e evitar uma nova pesagem a cada uso. Eram formadas por uma liga natural de prata e ouro conhecida como electrum. Essa invenção do cunho em relevo foi um divisor de águas no uso da moeda, dando um caráter representativo de valor ao artefato, em vez de basear-se apenas no peso.

O forte comércio marítimo na época fez com que a moeda se espalhasse por todo o território grego, de modo que já no terceiro século antes de Cristo, o sistema já tinha se universalizado, contando até com uma cunhagem oficial do Estado.

As cédulas de papel

As cédulas de papel surgiram durante a dinastia Tang, que durou entre 618 e 907 d.C. Elas foram inventadas pelos chineses para evitar o uso do cobre em transações mais volumosas. No século 13, Marco Polo, entre outros viajantes, migraram a ideia para o sistema ocidental e, em 1661, o sueco Stockholms Banco passou a ser a primeira instituição europeia a imprimir cédulas.

O sistema financeiro

Foi somente na Idade Média, com o início da Renascença, que o comércio internacional retomou o fôlego, e ressurgiu a necessidade de guardar e transferir dinheiro. Foi então que foram criados os serviços financeiros. O registro mais antigo, data de 1156 d.C., na Itália, foi quando dois genoveses pagaram um empréstimo a bancários em Constantinopla.

Ouro como padrão do mercado

O Padrão Ouro foi estabelecido pelos ingleses em 1816, sistema que foi adotado pelos estadunidenses e alemães em 1873. Nesse modelo, o valor da moeda nacional era legalmente determinado por uma quantidade fixa de ouro. Ele se tornou o primeiro sistema monetário internacional e ficou ativo até 1914.

Precursores dos cartões

Em 1920, surge nos Estados Unidos o que seria uma forma preliminar de um cartão de débito. Viajantes que precisavam fazer pagamentos em regiões distantes dos seus bancos utilizavam um instrumento criado por algumas lojas e redes de hotéis, o Charge Cards e o Charger Plates. Essa pequena placa de metal poderia ser apresentada sem a necessidade de dinheiro.

Início da indústria de cartões

Foi em 1949 que o mercado de meios de pagamentos teve um outro grande salto. Frank McNamara e seu sócio, junto a 27 empresas e 200 amigos, lançaram o Diners Club Card. Em 1958, foi a vez da American Express lançar seu cartão para cobrir gastos com entretenimento e viagens, e do Bank of America com seu BankAmericard (o que conhecemos hoje como VISA).

Inovações que impactaram o setor

Com o passar dos anos, a tecnologia se tornou a grande protagonista nas inovações no mercado de pagamentos. Por exemplo, na década de 70, surgiram os cartões com tarja magnética. O mecanismo permitia que as transações fossem autenticadas por meios eletrônicos. A versão em chip surgiu na década de 90, reduzindo a vulnerabilidade à clonagem.

O pagamento eletrônico e o crescimento da internet permitiram a grande expansão do e-commerce. Em agosto de 1994 foi realizada a primeira compra em um site, um ano antes da criação da Amazon.

Em 1998, surgiu mais uma inovação: as carteiras digitais. Dessa vez, foi a startup californiana PayPal que estava por trás da evolução. O serviço consistia em um simples cadastro com um e-mail para permitir o envio e o recebimento de dinheiro entre usuários de forma eletrônica.

E a inovação não parou. Com o lançamento das plataformas móveis, foi-se aberto um leque gigantesco de oportunidades para pagamentos móveis, como o Google Pay e o Apple Pay.

Além disso, já faz alguns anos que falamos em Bitcoin (sistema de pagamento eletrônico baseado em blockchain) e o nascimento das criptomoedas, pagamentos via tecnologia NFC e dispositivos wearables sendo usados na autenticação de pagamentos.

Apenas para ter uma ideia do crescimento do mercado de pagamentos eletrônicos, o relatório Payments Report 2019, produzido pela Capgemini, estimou que até 2022, chegaremos a 1,046 bilhões de transações no mundo sem o uso de dinheiro vivo.

Estamos certos que ainda há muito campo para evolução no mercado de pagamentos. As tecnologias que já existem dão uma margem espaçosa para muita inovação. Por isso, estamos no momento certo de aproveitar essa onda e promover estratégias que garantam maior vantagem competitiva para os negócios.

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